Terapia Celular

Todo o sistema de células-tronco adultas existe para assegurar que quando as células de dentro dos tecidos se expirarem naturalmente, as mesmas podem ser prontamente substituídas para o equilíbrio fisiológico provido no organismo.

 

As células-tronco adultas servem como uma células de reserva, em caso de danos de tecidos adultos comprometidos que requerem reparação mais extensa ou regeneração. As células-tronco adultas são, portanto, diferentes das células embrionárias, cuja finalidade é formar todas as unidades funcionais do organismo.

 

As células-tronco mesenquimais (MSCs) são conhecidas pela sua capacidade de se diferenciarem em um número de diferentes fenótipos ou, mais precisamente, para expressar marcadores para uma gama de fenótipos de células diferentes. (Jiang et al., 2002)

 

As MSCs fazem mais do que responder aos estímulos e se diferenciar. Estas células sintetizam um amplo espectro de fatores de crescimento e citocinas que têm efeitos sobre outras células. (Arnold I. et al, 2006)

 

O uso de terapia celular com células-tronco tem vários efeitos benéficos. Estudos in vitro e in vivo demonstram que as mesmas limitam a resposta inflamatória e promovem um processo anti-inflamatório.Vários trabalhos têm mostrado que as citocinas e os fatores de crescimento liberados pelas células -tronco diminuem a apoptose, estimulam a angiogênese, participam da remodelação do tecido e estimulas as próprias células locais a se diferenciarem. As células-tronco presentes no tecido adiposo atuam na angiogênese e na neovascularização através da secreção de citocinas como o fator de crescimento hepático (HGF), fator de crescimento vascular endotelial (VEGF), fator de crescimento placentário (PGF), fator de crescimento trasformante ß (TGFß), o fator 2 , o crescimento de fibroblastos (FGF-2) e da proteína angiogênica. As células-tronco originárias do tecido adiposo apontam uma grande plasticidade sendo capazes de se diferenciarem em células adipogênicas e osteogênicas, condrogênicas, musculares, cardiomiogênicas, neurogênicas, endoteliais, epiteliais e hematopoiéticas. Esses dados confirmam os experimentos in vivo e estudos funcionais que demonstram a capacidade de regeneração de células-tronco para reparar danos através de enxertos ou diferenciação celular (Hattan et al, 2003;. Sanches Ramos et al, 2000;. Woodbury et al, 2000;. Jiang et al, 2002;.. Yoo et al, 1998).